Fernanda Goucher

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( Foto tirada do Google )


Palavras jogadas ao vento
 
Um sonho que parece se transformar em pesadelo,
que nas lágrimas, mostro todo o meu sofrimento.
Palavras jogadas ao vento, congeladas como gelo,
transformam em escuridão, o azul do firmamento.
 
A entrega que foi completa, agora colhe decepção,
pela escolha errada, por causa da carência afetiva.
A solidão a dois que combina com a triste canção,
que toca no rádio e causa tédio pela nota repetitiva.
 
O céu totalmente nublado completa o triste cenário,
do precipício vazio, que se encontra o meu coração.
Ao mesmo tempo, ouço o cantarolar de um canário,
supostamente numa gaiola, com seu potinho de ração.
 
Sem poder voar, condenado sem culpa a sua prisão,
e mesmo assim ele canta puro, com sua humildade.
Ser singelo que embala a própria vida com canção,
que ouço da minha janela. A canção da simplicidade!
 
A simplicidade da sua canção e de sua pequena vida!
Palavra com apenas quatro letras, tão deveras valiosa,
a qual engloba muitas outras, como a triste despedida,
que pode terminar em paz, ou de maneira desastrosa.
 
O canto do canário inspira para uma viagem reflexiva,
onde o lamento já não tem espaço, e sim a compaixão.
Soluções existem para modificar toda uma perspectiva,
para fazer voltar a sorrir agradecido, um triste coração!
Fernanda Goucher
Enviado por Fernanda Goucher em 09/07/2018
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